Novos aforismos de Dimíter Ánguelov

Edição (limitada a 100 exemplares): Debut sur l’Oeuf, Coimbra, 2014.

Dimiter

* Há movimentos de alma tão lentos ou tão rápidos que muitas vezes é impossível saber se são nossos ou alheios.

* À liberdade só se pode chegar livremente e não conquistá-la pela razão.

* Tudo aquilo que somos é um passado a dormitar.

* Muitos preferem a estupidez séria à brincadeira inteligente.

* Eles não se amavam mas eram felizes porque amavam os mesmos santos e as mesmas santas.

* Comunicamos graças à imprecisão dos significados e dos sentidos.

* Gosta-se do corpo. Ama-se a alma. Admira-se o espírito.

* Há uma única razão para ser optimista: a certeza de que mais tarde ou mais cedo deixaremos de o ser.

* Quando reparamos que as abomináveis traças nos esburacaram a roupa elas já são belas borboletas que nos alegram com o seu voo inocente.

* A iluminação não é um objectivo mas uma irreversibilidade.

* Se julgarmos pela maneira como Deus rege o Universo, aqui na Terra Ele não chegaria a director de jardim zoológico.

* Os aforismos são como pedras preciosas – mesmo quando se partem não é de qualquer maneira. Partem-se em pedaços preciosos.

* Para se sobreviver é preciso amar uma pessoa, uma árvore, um animal, uma pedra, um vício. Porque amar a vida é um vício incorrigível.

* A vida faz mal à saúde.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s