Aforismos de Dimiter Ánguelov (II)

À verdade nada se pode acrescentar, à mentira – tudo.

As recordações são como os papéis, quando se tenta amachucá-las passam a ocupar mais espaço.

Muitos não compreendem o destino, porque este escreve de trás para a frente.

A máxima é o mínimo que se pode dizer sobre aquilo que é impossível fazer.

Não compreendemos a vida, porque não sabemos separá-la da sua explicação.

Alguns sentimentos são como certas pessoas que conhecemos muito bem mas nunca descobrimos de onde.

Às vezes, não se brilha senão para esconder a fonte da luz.

Quem mastiga o aforismo não o entende, quem o saboreia demoradamente estraga-o.

O presente ideal é aquele que nos é enviado por alguém que não nos conhece e não nos quer conhecer.

A partir de certa altura é tarde para começar e cedo para acabar.

A Terra é a peça universal de todos os relógios que nela funcionam ou não.

Não esperem pois nada se desloca do seu tempo.

 

Ver também: https://centopeias.wordpress.com/2012/01/02/aforismos-de-dimiter-anguelov/

2 thoughts on “Aforismos de Dimiter Ánguelov (II)

  1. A fotografia que se encontra junto a estes textos não é de Dimiter Ánguelov, agradecia que fosse retirada.

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