As aventuras de Tarazustra muito resumidas

I

Depois de meses isolado na montanha a pensar sobre a maldade presente na natureza humana, Tarazustra julgou entender a sua extensão e intensidade. Foi então capaz de descer a montanha e conviver com os humanos como seus iguais.

II (prequela)

Ao despertar para a mais tenra infância, Tarazustra notou a abundância de pequenas imperfeições no mundo, tais como equívocos na função comunicativa da linguagem, múltiplas calinadas dos jornalistas (que lhe pareciam dever ser dos seres mais inteligentes e bem formados que existem), ou o facto de não ligarem às suas percepções mais acutilantes, e desejou corrigir esses pequenos erros. Sentiu-se feliz por esse desígnio e por se julgar capaz de o realizar. Todavia, ao abandonar essa doce idade de ilusões, percebeu quão difícil ou mesmo impossível, senão fútil, seria tentar remediar essas coisas simples. Tomado por uma enorme fúria, Tarazustra, então a caminho do seu 17º aniversário, subiu pela 1ª vez à montanha e desejou lá ficar e viver como um urso.

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