Ontologia flipada

I

Não há nada melhor do que o bom, nem mesmo o muito bom. O muito bom é já sinal de exagero: é talvez demasiado… É caso para desconfiar.

E mesmo que o muito bom fosse melhor que o bom: seria necessário? O bom já basta. Embora o melhor que se consegue fazer nem sempre seja o suficiente.

O bom não precisa de superlativo.

II

O real é o melhor possível, e o melhor possível é o ideal. Um ideal impossível não é ideal, é tão triste como o pior da realidade.

III

O mau pode ser bom, se for uma melhoria. Quem vem do muito mau, não se sentirá feliz por chegar ao mau? E, enquanto melhora, sentir-se-à bem, e é o melhor possível, Q.E.D..

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