Ler o jornal segundo Proust

“Esse acto abominável e voluptuoso a que chamamos «ler o jornal» e graças ao qual todos os males e cataclismos do universo nas últimas 24 horas, as batalhas que custaram a vida a 50.000 homens, os crimes, as greves, as banca-rotas, os incêndios, as prisões, os envenenamentos, os suicídios, os divórcios, as emoções cruéis do homem de Estado e do actor, transmutados para nosso uso pessoal, a nós que não estamos interessados, num regalo matinal, se associam excelentemente de uma maneira particularmente excitante e tónica à ingestão recomendada de alguns goles de café com leite.”

Marcel Proust in Sentiments filiaux d’un parricide

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