Elogio do pastor

O pastor ama a sua delicada donzela sem que nenhum filósofo se venha meter com ele.

O pastor não terá questões morais entre o amor e a luxúria: ele viverá a verdadeira cena. A sua moral é a ampla pradaria, o convívio com os montes, flores, árvores, animais.

Não se devem fazer poemas sobre os pastores como fez  Fernando Pessoa, nem de forma alguma chamar a atenção para a sua felicidade.

É deixá-lo lá estar. Assim que formos lá mostrar como têm tudo, eles provarão a falta.

O pastor é feliz porque é pagão. O pagão vive as formas exaltadas da natureza sem por isso sofrer de hybris, de impiedade, de loucura.

 

(Do meu caderno de apontamentos de Filosofia Antiga, circa 2003. Adulteração das palavras do notório sábio, professor, filósofo e filólogo Carlos H. C. Silva)

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