O poder (retrato parcial)

O poder
o gozo de espezinhar
mesquinho, comum, grosseiro
de suplantar
estar acima
A posse
A vil, insana coroa
Vã glória de mandar
A propriedade ou
o roubo da alegria vã e inconsequente
da insanidade virginal
a violação do túmulo índio
a tirania
o prazer de apertar o jugo
Não mais que o poder
nu, cru e vazio
a glória da nulidade.

Quem disse que o tempo cura todas as feridas? …

“Quem disse que o tempo cura todas as feridas? Seria melhor dizer que o tempo cura tudo menos as feridas. Com o tempo, a dor da separação perde os seus limites reais. Com o tempo, o corpo desejado desaparecerá em breve, e se o corpo desejante já deixou de existir para o outro, então o que sobra é uma ferida… desencarnada.”

Samura Koichi, citado no filme “Sans soleil” (1983), de Chris Marker.

“O que é…”

“Noutros tempos aspirávamos a experiências lógicas; nada nos interessava tanto como a estabilidade. O que desejamos é a experiência daquilo que é. Mas o “que é” não consiste necessariamente no estável, no imutável…

Essa é a função da arte atual: proteger-nos de todas essas reduções lógicas que somos tentados a aplicar a cada instante ao fluir dos acontecimentos; aproximarmos-nos do processo que é o mundo.”

John Cage

Iwase Yoshiyuki

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Mírame y sé color

two_ama_girls_diving

Iwase Yoshiyuki was born in 1904 in Onjuku, a fishing village on the pacific side of the Chiba peninsula, which encloses Tokyo Bay on the east. After graduating from Meiji University Law School in 1924, he took up lifelong pursuits, heading the family sake distillery and documenting the receding traditions of coastal Japan. In the late 1920’s Yoshiyuki received an early Kodak camera as a gift. Since the main livelihood of the town came from the sea he gravitated there, and soon found a passion for “the simple, even primitive beauty” of ama – girls and women who harvested seaweed, turban shells and abalone from beneath the coastal waters..
This way of life has now completely disappeared but Yoshiyuki’s photographs provide a stunning visual testament to these fascinating women. His total output is of a very hight standard but it is his photographs of the ama divers which are truly…

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Apresentação do livro “Mil Milhões de Centopeias”

Aconteceu no domingo, dia 23 de outubro (finalmente!), no salão da Secção Cultural da LAAC, em Aguada de Cima, Águeda, a apresentação do livro “Mil Milhões de Centopeias”, nascido das divagações publicadas neste blog. Foram convidados a apresentar a obra a minha irmã, Maria Vítor Santos, o designer David Gama (autor da capa) e o artista multisdisciplinar Bitocas. Tomou ainda a palavra, gentilmente, o Dr. Amorim Figueiredo.

No final o autor (eu!), deu uma sessão de autógrafos e ofereceu aos presentes um beberete com espumante e canapés. Foi um sucesso, como as fotos em seguida comprovam. E se o livro vinha a ser vendido de mão em mão e por via postal há cerca de duas semanas, com esta apresentação formal cumpriu-se um objetivo: tiragem de 100 exemplares esgotada!

Já não temos livros!… Mas pode ser que um outro dia, diferentes, outros hajam…

Entrevista na Rádio Nova Era

Fica em baixo o link para a entrevista que tive no dia 21 de outubro com a Maria Inês Santos na Rádio Terra Nova, no âmbito do programa “Conversas da Manhã”, a propósito do lançamento do livro “Mil Milhões de Centopeias”.

http://www.terranova.pt/content/conversas-da-manha?id=13232